terça-feira, 28 de julho de 2026

  "Palavras são importantes também. Elas podem salvar ou afundar alguém." 

 Foi isso que eu disse em uma conversa recente, como que em uma afirmação inconsciente para mim mesma. As palavras, o ato de falar é importante. Deixar o outro saber pode o salvar. Todos os dias olho no espelho e me encho de palavras bonitas, de ânimo, de força e exaltação. Eu digo a mim mesma as palavras que nunca escutei da boca de ninguém. Nós humanos, porém, somos seres inconstantes. Vivemos a vida no dia e um maremoto de sensações num fim de tarde pode derrubar toda a afirmação positiva feita pela manhã. Lembrei de um amigo que foi muito especial na minha adolescência, cujas palavras poderiam tê-lo salvo. Ele se afundou na represa, achando que não era especial, que não era amado. Não sabia, ele, que a menina que ele tanto gostava, gostava dele da mesma forma. Dias depois do enterro, ela disse que se arrependia de não ter dito à ele o que realmente sentia. Eu nunca li a carta de suicídio dele mas, pelo tom das conversas, acredito que ele citava o sentimento que nutria à ela na carta. 

 No primeiro mês do ano eu escrevi uma carta. Lembrei-me dessa e todas as outras cartas que escrevi quando assisti, recentemente, um filme libanês que queria muito ver a algum tempo. Nessa minha carta, eu abri o coração no que eu achava que seria a última vez. Senti meu peito aliviar quando escrevi e as águas salgadas escorrerem quando terminei. Eu dediquei a poucas pessoas, até porque, meu círculo social que já era pequeno, ficou minúsculo depois de tudo que aconteceu. Na carta, haviam três pessoas em específico que eu deixei claro que gostaria que recebessem o papel. Sorri por um segundo, pois me senti como a protagonista de Os treze porquês, mas sem um amigo para fazer o trabalho póstumo. Ao pensar em amigo, meu sorriso se desfez. 

 Comentei com meu filho que, desde criança, a mamãe tinha mania de escrever cartinhas e não enviar. Ele riu com aquele riso inocente de criança, que não compreende ainda as entrelinhas da vida. Falei pra ele que, uma vez, a mamãe ia falar sobre uma dessas cartas para alguém, mas daí mudou de ideia. E realmente, eu mudei de ideia. Tenho mudado muito de ideia nos últimos tempos. Pra que falar algo assim? Pra que falar se, no fim das contas, minha existência não faz diferença?

 Falar é importante. Mas é mais importante ainda saber quando falar. Às vezes tudo que uma pessoa precisa para ser salva é que você olhe nos olhos dela e fale... Novamente, isso pode construir ou destruir alguém. De todas as vezes em que me falaram, a porcentagem maior foi em momentos errados... palavras erradas... ações erradas. Das vezes em que me falaram, em quase todas eu quebrei. Eu enxergo as ações, eu enxergo os cuidados , eu enxergo os fatos, eu enxergo os esforços de quem me quer bem. Mas ouvir as palavras verdadeiras no momento certo, ao menos de vez em quando, seria bom.. 

 Me sinto como meu amigo... Tarde demais para você falar.




segunda-feira, 27 de julho de 2026

    A primeira vez que eu vi o mar foi na fase adulta, eu tinha 22 anos e só consegui molhar os pés. Antes disso, eu me perguntava qual seria o cheiro da praia, como seria a sensação de areia nos pés, qual seria a sensação de entrar no mar. Engraçado, mesmo nunca tendo entrado no mar, eu não tinha medo. Diferentemente das piscinas, por exemplo, as quais eu mantinha receio. 

 Depois de conhecer a praia, voltei algumas poucas vezes, e sempre é algo inexplicável... quase uma sensação de pertencimento. Certa vez, em uma conversa específica, disse que gostaria de me sentar na beira da areia cantando e ouvindo as histórias de marinheiros, e então fiz um gesto e disse que entregava meu coração ao mar. Será, então, que o mar me acolherá? 




domingo, 26 de julho de 2026

  Uns dias atrás refletia com uma colega de freela sobre quebras e responsabilidade afetiva. Eu dizia a ela que essa responsabilidade é primordial em situações em que realmente existe vínculo, como nas relações familiares, por exemplo. Ela defendia que vai mais além, que todos somos responsáveis pelos laços que criamos e temos que cuidar como tal. Brinquei com ela que, provavelmente, ela se inspirou no livro de Antoine ao dizer isso. "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Ela disse que, a partir do momento que você demonstra para alguém que se importa com essa pessoa, você deve ter responsabilidade afetiva com ela. "Mas a vida acontece, a gente passa por tantas coisas no dia a dia, a vida adulta é tão corrida e conturbada... Às vezes não dá nem pra parar e notar as pessoas, mesmo as que a gente tem apreço." , eu disse. "Não tô falando de mandar mensagem todo dia, toda hora! Tô falando de se importar. De observar, de lembrar da pessoa, do que a faz feliz, do que a faz triste, lembrar de alguma coisa e comentar, fazer um carinho na alma dela!", ela me respondeu. Depois de algum tempo de conversa, ela desabafou que, quando ela estudava, tinha um amigo que todos amavam, que estava sempre sorrindo, mas que ninguém sabia muita coisa sobre a vida na casa dele. Ela disse que ele cometeu suicídio e, só depois disso, os colegas souberam sobre as surras, sobre o alcoolismo do pai, sobre a paixão platônica na escola, sobre a vontade de ser chamado para jogar ps1 na casa dos colegas... Baixei os olhos e ficamos em silêncio. Não havia nada a dizer. Me peguei pensando em que momento a onda da vida dele se quebrou. Qual foi o momento, a ação, o estopim que o fez quebrar.

 Passei o resto da manhã pensando em cada palavra desse diálogo. Se importar. Notar. Ter tato. Zelar. Lembrar... Ter cuidado para não ser você a quebrar alguém, como as ondas que quebram antes de chegar na areia.




sábado, 25 de julho de 2026

 Outro dia tive uma conversa sobre arrependimentos e partidas, e foi uma daquelas conversas em que você não interage o bastante, simplesmente porque a "química" da conversa não bate. Aquelas conversas em que você ouve por educação. Mas essa conversa me rendeu reflexões, depois, com o silêncio da minha alma. Me peguei pensando que, na verdade, eu sou sempre aquela que outros conversam e ouvem por educação. E tudo bem, ninguém é obrigado a gostar da companhia ou não. A mágica da amizade ou do coleguismo simplesmente acontece. Eu comentei com essa pessoa que me arrependia de uma coisa em específico... mas, ao chegar em casa, mudei de ideia. Não, não me arrependo não. Ao menos não da coisa que citei. Ao menos não terei o peso do "e se", no momento em que eu partir. Mas sim, carregarei muitos outros pesos de outros arrependimentos, talvez até alguns que não fui eu a me incumbir. A sonata nunca tocada, a oportunidade nunca agarrada, a batalha nunca ganha, a carta nunca enviada... Tenho sentido minha alma pesada e, pensar nesses arrependimentos, acrescentou alguns kilos de dores de coisas que jamais serei, sonhos que não realizarei e desejos cujo alcance, não merecerei. Eu estou cansada...minha alma pesa...e eu queria poder desistir. 



quinta-feira, 23 de julho de 2026

 Eu sempre disse que existem pessoas que vem à Terra somente para fazer peso. Esse é o caso dos narcisistas, por exemplo. Eles são especialistas em tocar nas suas feridas mais doloridas, pois sabem exatamente onde ficam e quais são. O narcisista que conheci dizia que era o único que me aguentava, dizia que homem gosta de mulher de verdade, não de baixinha, gorda e feia como eu, dizia que eu afastava as pessoas e causava até repulsa nelas. 
 O grande problema é que eles te estudam (ou acham que estudam) e sabem o que vai te ferir. Eles observam as situações para te fazer crer no que eles dizem. A questão é quando eles tem certa razão...
 Uma vez, em um aniversário, eu ia pedir um beijo de presente para alguém. Passou a data e eu fiquei sem jeito de pedir...eu, que alguns chamam de corajosa, fiquei com medo do não. Dias depois, ficou claro que seria uma negativa. Depois me falaram que ele disse que me achava cheia de frescura e eu pensei em como alguém pode chegar a essa conclusão sobre outro, apenas com base na suposição. E então fez sentido o que meu ex dizia... acho que causei repulsa nele...
 Assim também, acho que crio a repulsa de colegas e amigos...por um tempo tudo é feliz, logo, tudo some. Não é culpa de ninguém, é culpa minha. Não tem problema... eu, que durante tanto tempo tive medo de não fazer diferença pra nada, tive que aprender a ser só. Tudo bem. Mas acho que esse é um daqueles "tudo bem" que se diz com sensação de anestesia. O que se há de fazer? Tem pessoas que são assim mesmo, estragadas, como eu.
 Daí, outro dia, abri um diário antigo e tinha uma daquelas listas que adolescente faz com "coisas a serem conquistadas no ano seguinte". Entre os tópicos da lista, estava lá "tocar o coração de alguém". Suspirei e baixei os olhos... Mais um tópico para a lista de fracassos. 



quarta-feira, 22 de julho de 2026

 Queria poder me deitar assim como fez a raposa daquela linda e tocante história infantil. Quem sabe, acordar na beira de um lago, onde poderia, talvez, encontrar aquela e aqueles que tanto me fazem falta. Quem sabe, teria um encontro com os seres de luz, que tantas pessoas que tiveram eqm dizem ver, e ter uma conversa sobre o porquê das coisas terem sido como foram. Quem sabe, acordaria num vale repleto de seres mágicos que me olhariam sem julgamentos, onde eu poderia, assim como entreguei meu coração ao mar, entregar-me num salto, às asas de milhares de borboletas. Invejo os seres que tem asas e podem simplesmente voar para longe. Queria saber voar. Queria poder saber sobre os mistérios e segredos escondidos que poderiam tornar minha existência um pouco diferente.




terça-feira, 21 de julho de 2026

 "Meu Deus! Um minuto inteiro de felicidade! Afinal, não basta isso para encher a vida inteira?"

Fiódor Dostoiévski



quarta-feira, 31 de julho de 2024

Carta para o regresso

 É tão estranho voltar para um lugar de onde se afastou por tanto tempo, depois de tantas histórias, de tantas mudanças... 
 A escrita e a música sempre foram lugares de refúgio na minha vida, onde me escondia nos momentos em que me faltava voz. Lembro de deixar escorrer lágrimas nos livros quando era criança e na madeira do violino na adolescência. Agora, passados oito anos de uma cortina de fumaça que ardia os olhos, volto para o meu esconderijo... curada, talvez? Tenho minhas dúvidas de se algum dia conquistarei a minha cura...
 Retornar me fez ter a certeza de algumas dúvidas sempre presentes para mim... sinto que, realmente, as letras me são mais familiares do que as entonações. Eu gostaria muito de ter o dom da oratória, mas me parece que fui mais agraciada com o da escrita. E olha, que irônico: logo eu, uma professora...
 Espero conseguir seguir por um tempo nesse ciclo...e espero que dure ao menos um terço do tempo em que fiquei distante. Mas, dadas as atuais circunstâncias, não prometo e não garanto que eu volte amanhã...



quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

 Achei esse texto, de alguns anos, nos arquivos de postagens que escrevi e nunca publiquei. Assim como seres viventes, palavras nascem e morrem todos os dias. Talvez tenha chego a hora de desenterrar essas palavras esquecidas no arquivo de um blog que ninguém mais lê. 


Eu sempre passei despercebida, por ser uma menina muito calada, e isso sempre me afetou...pensava no por que de não ser como outras pessoas. A um tempo atrás, uma pessoa especial me disse para não medir minha vida com a régua dos outros e assim venho fazendo... enfim. Mas olha, eu, dificilmente, passava despercebida aos professores porque minha notas sempre foram altas. Assim foi até que eu mesma me tornasse uma professora. Porém, em um momento difícil da minha vida, um professor mexeu comigo. Tive alguns professores especiais, os quais lembro e foram essenciais para que eu tornasse o que sou, mas esse professor em especial me desafiou. Ele me tratava de uma forma que eu, que nunca soube e entendi muita coisa, achava que era desprezo, menosprezo e até humilhação. Como ele podia me tratar assim? Eu, que sempre fui uma ótima aluna, ninguém nunca tinha nada a se queixar de mim? Eu estava num momento difícil na vida. Eu estava perdida e não sabia o que fazer. Eu queria o colo da minha mãe a todo custo, mas eu não podia ter. Nunca fui considerada uma pessoa ruim, como ele tinha a audácia de agir comigo daquele jeito? Das minhas poucas conversas com ele saiam faíscas. Os olhares eram de 'rabo de olho'. Até que, certo dia, eu desmoronei. Não conseguia fazer a atividade que ele pediu. Eu estava numa fase difícil e, todos os meus sentimentos, bons e ruins, escorreram pelos meus olhos. Ele foi o único que veio até mim. Eu poucas palavras, ele deu sentido à tantas coisas, explicou o porquê de tantas coisas... Hoje, eu carrego a lição tão preciosa que esse grande mestre me ensinou: Mesmo que o brilho dos meus olhos se perca, não posso jamais deixar que o brilho dos meus alunos tenha o mesmo destino, mesmo que, para isso, eu nunca leve créditos.



sábado, 19 de março de 2016

 Às vezes você pode me achar sem palavras, pensar que não quero falar porque me acho superior... Mas eu simplesmente não quero te falar que riram de mim porque não sei fazer algo ou porque fiz errado; não quero te falar que tentei de todos os jeitos não fracassar mas não adiantou; não quero te falar que por mais que eu tente, não saio do lugar. Às vezes eu não quero te falar dos meus sonhos gigantescos e de como eles foram aos poucos diminuindo até virarem pó. Não quero te falar que, por mais que você pense que eu sou uma heroína, não passo de uma simples 'lavadeira'. Por vezes eu não quero que você saiba que perco horas dos meus dias e noites refletindo se realmente o que faço vale a pena, se caso eu parta abruptamente, farei alguma falta...

quarta-feira, 2 de março de 2016

Desafio literário Livrada 2016

A minha amiga Anna Karina, do blog Sinto, logo existo me convidou a fazer o Desafio literário Livrada 2016, então aí vai:

1- Um prêmio Nobel - O jogo das contas de vidro de Herman Hesse (eu li que esse livro ganhou Nobel, então...)
2- Um livro russo - O jogador ou Uma criatura dócil de Dostoiévski ( livro russo não é problema pra mim ^^ )
3- Um cânone da literatura ocidental - Dom Quixote de Miguel de Cervantes
4- Uma novela - A hora da estrela de Clarice Lispector
5- Um livro que você não sabe por que tem - Requiem para o navegador solitário de Luis Cardoso
6- Um autor do seu estado - As meninas ou Meus contos esquecidos de Lygia Fagundes Telles
7- Um livro publicado por uma editora independente - O vento fede de luz de Abreu Paxe
8- Uma ficção histórica - Viagem ao centro da Terra, Vinte mil léguas submarinas ou Cinco semanas em um balão de Júlio Verne ( aquele que der tempo de ler até o fim do ano rsrs)
9- Um livro maluco - O perseguidor de Julio Cortázar (me disseram que é maluco como o Jazz =D )
10- Um livro que todo mundo já leu menos você - O mundo de Sofia de Jostein Gaarder
11- Um autor elogiado por um escritor de quem você gosta - O macaco ornamental de Luis Henrique Pellanda - elogiado por Moacyr Scliar ( S2 )
12- Um livro bobo - Lar doce lar de Christine Tagg ( só porque adoro livros pop up) ou Casa das estrelas de Javier Naranjo ( me disseram que é bobo porque é infantil, mas a beleza com que as crianças interpretam algumas coisas me fez pensar que esse livro deve valer a pena...)
13- Um romance de formação - O apanhador no campo de centeio de J.D. Salinger
14- Um livro esgotado - Alucinações musicais de Oliver Sacks (não acho em canto nenhum pra comprar... )
15- As aventuras do bom soldado Svejk - Vou ler Formas de voltar para casa de Alejandro Zambra, não porque me considero café com leite, mas porque realmente estou sem tempo pra ler um livro de 688 páginas! 

Aqui, o vídeo do canal Livrada, onde quem quiser pode ver o que é desafio: 

https://www.youtube.com/watch?v=hen_pESdEf4

domingo, 20 de setembro de 2015

Anneliese Michel

 Anneliese Michel, cuja história foi contada no filme O exorcismo de Emily Rose, começou a sofrer com problemas psiquiátricos aos 16 anos de idade, alegando estar possuída por uma legião de demônios. O vlog Acervo Maldito disponibilizou um vídeo interessante com o trecho de um áudio original do exorcismo, onde Anneliese diz coisas intrigantes... Eu, particularmente, acredito que ela não estava possuída e não presisava de exorcismo, e sim ser tratada corretamente de sua esquizofrenia. Mas cabe a cada um tirar sua própria opnião. 



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

 Uma mariposa branca entrou na cozinha e voou para escapar do gato. Admirei-a por sua beleza rara e por escapar tão facilmente do felino. Senti uma inveja extrema, assim como invejo a maioria dos seres que possuem asas e podem ir para onde quiserem. 
 Diz uma lenda que quando uma mariposa branca adentra sua residência, traz consigo sorte ao morador...será que aquela mariposa me emprestará as suas asas?


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

 Eu estava de olhos fechados, sentada no banco de um transporte público, quando uma risada alta de criança me fez despertar. O lugar não estava cheio, mas haviam algumas pessoas de pé. A criança fazia graça com tudo o que via, até que parou e olhou fixamente para algum lugar. Reparei um rapaz sorridente porém com as costas curvadas, como se carregasse um peso suportável porém difícil... ele tinha na mão um saco de pipoca, aparentemente o objeto de desejo da criança. O rapaz então colocou uma pipoca na boca e se dirigiu à criança, perguntando para a mãe da mesma se poderia entregar o saco de pipoca. Mal a mãe respondeu que sim, a criança começou a comer as pipocas com a maior vontade que já vi! O rapaz se afastou ainda sorridente, baixando a cabeça. Conforme ele se afastava, o sorriso se desfazia.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015


Hotaru no Haka é um dos filmes mais tocantes que já assisti. Um filme que faz refletir sobre injustiça, sobre perda, sobre esperança e também sobre escolhas... Esse tal "direito de escolha" que está presente em quase tudo. E é esse "direito de escolha" que faz crescer dentro de nós a esperança. Li algo interessante sobre esperança em algum lugar, era mais ou menos como: "A esperança é a pior coisa que alguém pode ter." . De certa forma concordo, porque enquanto se tem esperança, você não consegue ter um final. 
Acho que foi o meu direito de escolha que me fez ter esperança em algumas coisas e uma aflição na alma para outras. Tento fingir que não ligo, mas todos sabem, quem tem esperança sempre liga...Mas acho que o pior de tudo é ver que, se eu tivesse escolhido seguir 'L' ao invés de 'R', meu destino seria parecido com o de Setsuko... e isso faz a esperança quase me matar... 


domingo, 9 de agosto de 2015

 Por várias vezes eu relembrei o passado, tentando encontrar uma explicação para tudo que aconteceu. Não encontrei. Talvez, como um daqueles segredos que são levados ao túmulo, ou aquelas verdades que permanecem ocultas, você estava apenas tentando evitar ainda mais dor e mais confusão. Relembro os fatos e vejo que você não foi de tudo mau, porém também não foi bom. Às vezes evito algumas pessoas e acabo, mesmo que contra a minha vontade consciente, ignorando outras porque elas me lembram você. Tive muitas dificuldades por sua causa e algumas delas ainda não consegui superar. Houve medo, tristeza e mágoa e não sei de certo se esses sentimentos foram embora. 
 É estranho como o universo age... eu não queria crescer, sempre foi meu medo desde a infância. Eu não queria nada daquilo, mas em meio à toda a dor, a raiva, a tristeza, a mágoa e a amargura que você pareceu mastigar e engolir, fui obrigada a crescer. Eu, em parte, compreendo o porque de algumas coisas e te perdôo, peço à Deus cuidar de você... porém não te quero por perto. Sinto muito.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

E agora?

Bom, faz uns 500 que não venho aqui, no começo foi por falta de tempo, depois por falta de vontade. Ás vezes tenho vontade de deletar esse blog, outras penso em deixa-lo ativo, mas sem mais atualizações, somente um ponto de parada para leituras do passado mesmo...acho que a questão é essa: tenho esse blog a bastante tempo, e nesse tempo eu mudei muito. Mudei a forma como vejo a polítca, mudei a forma como vejo as pessoas, mudei a forma como ajo com muita coisa. Para mim essas mudanças foram ótimas! Já para outros que foram afetados diretamente com minhas mudanças, não. Alguns dizem que eu perdi algo de bom que e tinha, outros dizem que eu fiquei muito forte. Sinceramente eu não ligo nem pra uma opnião nem para outra. Eu não sou mais aquela sonhadora nata e também não sou mais aquela que colocava tudo em primeiro lugar e eu mesma por último. A vida exigiu que eu mudasse e eu aceitei de bom grado. E aí volta a questão do blog: continuo com ele, porém com um novo rumo, ou arquivo? 
Bem, enquanto a minha indecisão trabalha, seguirei por enquanto com o meu blog "comercial" , onde postarei dicas para gateiros, produtos, idéias, achados e por aí vai... Segue o link:  gatarias

Inté... o/



 
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sábado, 16 de maio de 2015

Desculpe

Desculpe, eu não queria ser assim. Sinto muito por não ser da forma que você queria que eu fosse. Desculpe por toda a dor que eu causei. Desculpe ter te decepcionado tanto, mas assim estou agora...talvez sempre fui... o projeto que sempre dá errado, aquele que é sempre pela metade.



quinta-feira, 14 de maio de 2015

“Eu soube que ela foi chamada de covarde por ir embora, uma errante sem propósito, mas nem todo errante é sem propósitos, especialmente aquele que busca a verdade além da tradição, além da definição, além da imagem...”