Hoje recebi uma notícia que deixou o meu olhar, que antes estava em tons pastéis, um pouco mais cinza. Nesse momento me pergunto, mais que o normal, o porquê...e torço para que as minhas orações, mesmo as silenciosas, mesmo as que faço apenas olhando para o céu e deixando uma lágrima escorrer, não sejam em vão. Espero que as minhas palavras, os meus pensamentos, o meu sentir, as minhas histórias não sejam em vão...
Ontem assisti um filme que estava na minha interminável lista de filmes para assistir. A direção não me cativou e, diga-se de passagem, o filme não envelheceu tão bem. Porém a ideia principal do roteiro me tocou. Terminei de assistir e me peguei reflexiva, ainda, horas depois sobre como seria se, aos poucos, todos os sentidos nos fossem tirados. Por último, foi retirado o olhar...e eu me imaginei sem olfato, sem paladar, surda, muda e cega, sozinha no mundo. Ainda restaria o tato e o sentir da alma...esse me pesa em excesso e, talvez, eu até gostasse de perde-lo.
Meu mundo, aos poucos, está perdendo a cor, ficando em preto e branco, assim como a minha imaginação e meus sonhos, quando eu era criança. Deus queira que eu não deixe de enxergar as bonitas sutilezas da vida, mesmo como em um filme fotográfico antigo. Mas, confesso, caso a notícia que recebi seja tão triste quanto o que penso que é...uma parte do meu mundo estará sempre em preto e branco...

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