quinta-feira, 2 de abril de 2015

  "O silêncio que sai do som da chuva espalha-se, num crescendo de monotonia cinzenta, pela rua estreita que fito. Estou dormindo desperto, de pé contra a vidraça, a que me encosto como a tudo. Procuro em mim que sensações são as que tenho perante este cair esfiado de água sombriamente luminosa que se destaca das fachadas sujas e, ainda mais, das janelas abertas. E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou."



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

“Quando eu morrer, o fio de prata de um colar de pérolas vai se arrebentar, e todas as pérolas, lisinhas e acetinadas, vão rolar pela terra e correr de volta para a casa delas, para suas mães-ostras lá no fundo do mar. Quem vai mergulhar e apanhar minhas pérolas depois que eu tiver ido embora? Quem vai saber que elas eram minhas? Quem vai adivinhar que antigamente, há muito tempo, o mundo inteiro pendia em torno do meu pescoço?”


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014



"Passeio pelas estantes da biblioteca. Os livros me dão as costas. Não para me rejeitar, como as pessoas: são convidativos, querendo apresentar- se a mim. Metros e mais metros de livros que nunca poderei ler. E sei: o que aqui se oferece é a vida, são complementos à minha própria vida que esperam ser postos em uso. Mas os dias passam rápido e deixam para trás as possibilidades. Um único desses livros talvez bastasse para mudar completamente a minha vida. Quem sou eu agora? Quem eu seria então?"


domingo, 16 de novembro de 2014

 Peguei uma cartela de um medicamento qualquer e tomei. Engoli a seco e alguns comprimidos entalaram na minha garganta. As lágrimas não paravam de cair e se misturaram com a saliva... Então cuspi o tanto que pude e voltei pra cama, com muito frio e dor...me cobri até a cabeça e molhei o travesseiro com a chuva dos meus olhos.
  Eu poderia ter feito força para engolir ao invés de cuspir, e tudo estaria acabado. Não pensei em ninguém, apenas no único que deita aos meus pés quando estou deprimida, que me pede colo quando estou triste e que me morde quando estou distraída...pensei no único que me abraça nesses dias nebulosos e que aguarda minha chegada mesmo na chuva, para se enroscar em minhas pernas, lembrando - me de que, independente do que aconteça, e por mais cruel que a vida possa ser, ela tem que continuar...


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quando eu morrer quero virar uma estrela


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Canção sem palavras

 Sentados em bancos próximos no vagão do metrô, estavam uma mulher do semblante triste e um homem com olhar perdido, ambos aparentando estarem muito cansados para a idade que aparentavam ter. O homem tocava nas mãos da mulher e ela simplesmente olhava em seus olhos por alguns segundos, depois fechava os seus. 



quarta-feira, 12 de março de 2014

Às vezes tenho a certeza de que o problema sempre fui eu... sempre faço tudo errado... 




terça-feira, 11 de março de 2014

 Você pode sentir a minha dor? 
 Você consegue enxergar através dos meus olhos?



segunda-feira, 10 de março de 2014

 Até metade da adolescência eu achava que morreria com uma certa idade. Se a minha premissa estava certa, tenho pouco mais de um mês de vida...
 Não quero passar o restante dos meus dias chorando...




domingo, 9 de março de 2014

 Será que algum dia conseguirei transformar todas as minhas lágrimas e tristezas em notas para uma sinfonia?




domingo, 2 de março de 2014

Please, Please, Please, Let Me Get What I Want

Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad

So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time

Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man bad

So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time



Field Of Innocence

Eu ainda lembro do mundo
Pelos olhos de uma criança
Lentamente esses sentimentos
Foram encobertos pelo que eu sei agora



Para onde foi o meu coração?
Uma troca injusta pelo mundo real
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo e não saber nada



Eu ainda lembro do sol
Sempre quente nas minhas costas
De alguma maneira parece mais frio agora



Para onde foi o meu coração?
Preso nos olhos de estranhos
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo


Jesus, Rei admirável
Nobre triunfador
De doçura inefável
querido de todos


Enquanto os anos passam diante de mim
enquanto as guerras se desenrolaram na minha frente
Me vendo nos dias finais da existência
esta parasita dentro de mim, eu o criei
Na parte mais sombria da tempestade repousa um mal
Mas sou eu



Para onde foi o meu coração?
Uma troca injusta pelo mundo real
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo



E para onde foi meu coração?
Preso nos olhos de estranhos
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo





sábado, 1 de março de 2014

"Saudade...
Ah sentimento que dói!
Uma palavra tão doce... como pode ser tão pesada?
Dói, forma um nó na garganta!
Tranca o peito, as lágrimas escorrem...
Ah saudade!
Menina má, que teima em ficar!" 


Andréia Hermann




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

 Eu já não sei mais quem sou. Tudo o que eu gostava parece sem vida. As pessoas me perguntam o que foi, insistem para conversar e eu não as culpo, eu as amo...mas eu não quero conversar, não quero tocar, não quero comer, não quero sair de casa! Tudo que eu quero é ficar trancada o dia todo lendo todos os livros possíveis para viajar, transpor-me da minha realidade e assim esquecer que eu existo...


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

 Quem diria que seria eu, que sempre fui o exemplo, procurada para dar conselhos, opiniões e escutar... É difícil encontrar-se quando todos à sua volta estão perdidos! 


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Você não tem heroína, então usa Algafan
Viciou os seus primos, talvez sua irmã
Mas aqui não tem Village, rua 42
Me diz pra onde é que é que você vai depois
Por que você deixou suas veias fecharem?
Não tem mais lugar pras agulhas entrarem
Você não conversa, não quer mais falar
Só tem as agulhas pra lhe ajudar
Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis?
O seu corpo tem marca de sangue e pus
Você nem sabe se é março ou fevereiro
Trancado o dia inteiro dentro do banheiro
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Cadê os seus planos, cadê as meninas?
Você agora enche a cara e cai pelas esquinas
Eu quero você, mas não vou lhe ajudar
Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar
Cadê a criança? Meu primo e irmão
Se perdeu por aí, com seringas na mão
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Hoje me disseram que sou muito inteligente.Me perguntei como alguém pode ser tão inteligente e não conseguir vencer uma batalha contra seus próprios sentimentos...


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

destrua este diário

Keri Smith é uma ilustradora, professora de Art&Design e autora do livro Destrua este diário, que foi um sucesso na black Friday. A ideia básica do livro é destruir para construir, uma quebra na relação tradicional livro-leitor. O leitor deve cumprir as tarefas pedidas no livro, interpretando da maneira que quiser. Para os criativos de plantão é um prato cheio, e para aqueles que detestam bagunça é um ótimo desafio!
Bom, o meu livro chegou e vou postar os resultados aqui no blog. Não garanto que posto todos os resultados, mas pelos menos os que ficarem bons =)


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A loja com a escada caracol

Uma vez minha mãe nos levou a uma loja de instrumentos musicais e, talvez pelo fato de ser criança, aquela loja pareceu gigante aos meus olhos! 
Lembro que minha mãe tocou nas teclas de um piano que estava próximo à porta de entrada, e eu repeti o gesto dela achando que era uma obrigação, algo que todos que entravam naquele lugar deviam fazer... mas eu queria mesmo era subir a escada caracol ao lado do piano...
Assim que subimos a escada e paramos no andar superior, senti meu rosto esquentar, meus olhos brilharam e fiquei boquiaberta: haviam dezenas de violinos, um ao lado do outro! Eu fiquei maravilhada, achei que nunca tinha visto algo tão bonito! Pensei em pedir pra pegar, mas eu era uma criança muito introvertida e medrosa, achei que se pedisse, o dono da loja iria me expulsar... Então perguntei à minha mãe o nome daquele objeto tão lindo...
Talvez eu fiz certo em guardar meus sonhos em uma gaveta e tentar esquecê-los e talvez eu nunca consiga ser a violinista que um dia prometi que seria, mas tenho certeza que, de uma forma ou de outra, a música sempre irá me acompanhar e irei respirá-la!  Acho que foi naquele exato momento na loja de instrumentos que eu soube o que eu iria fazer até o fim da minha vida!



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Um motivo para continuar...

Receber um abraço e os agradecimentos sinceros da mãe de uma aluna e ouvi-la dizer que a filha será musicista quando crescer...realmente deixou meus olhos repletos de lágrimas de alegria!!!


Feira cultural na escola: placa da sala em que fiz a oficina de música =)
Alguns dos meus pequenos luthiers...ao todo são 360! 

Instrumentos musicais que meus alunos fizeram

Detalhe dos chocalhos e pau de chuva


Detalhe do berrante e "caixalão"

Paisagem sonora

Ficar em silêncio, faz a gente perceber onde a vida apresenta ruídos.
Nem sempre acabaremos com eles, 
mas podemos transformá-los em música. 



segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"Eu não sou tão forte quanto eu previa, nem tão fraca quanto eu temia. Não tenho o passo rápido como eu gostaria, nem paraliso como poderia. Aprendi a me equilibrar nos extremos. Se não tenho o direito de escolher todos os acontecimentos, posiciono - me de acordo com os fatos.
No final, o que me move não é forte o suficiente pra me derrubar, mas é intenso o bastante pra me fazer ir além."

Ilustração de Aquasixio

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Lembro-me de ti
Nesse instante absoluto,
A vida conduzida por um fio de música.
Intenso e delicado, ele vai-nos fechando num casulo
Onde tudo será permitido.

Se é só isso que podemos ter,
Que seja forte. Que seja único.
Tão íntimo quanto ouvirmos a mesma melodia,
Tendo o mesmo - esplêndido - pensamento.
Lya Luft





segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Se você pudesse sentir...

  Se você pudesse sentir o que eu sinto, acho que talvez você voltaria no passado e estaria aqui. Se você tivesse tido a chance de prever como o mundo se quebraria (e continua quebrado) a partir da sua partida... Se você pudesse sentir o gosto de dor de cada lágrima que rola pela face ou que fica presa na garganta, talvez você pensaria que é um gosto similar àquele que você sentiu.
Você foi e deixou um canto vazio no quarto, um lugar vago na mesa, uma poltrona que ficou praticamente inútil, uma estante branca repleta de livros e revistas que ninguém se atreveria a ler de novo e todo aquele caos...
Eu queria tanto saber se você imaginou a bagunça que restaria dentro de nós depois daquilo...
Tantas coisas para desistir, por que você foi desistir justo de si? Por que desistiu de mim? Por que desistiu de nós? ...




domingo, 11 de agosto de 2013

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Os vendedores de pão

 Houve uma vez, quando eu era criança, que minha mãe aceitou vender alguns pães caseiros que uma colega dela fazia. Essa foi uma das épocas em que não tínhamos absolutamente nada para comer em casa, além de água e açúcar. Minha mãe tinha um trabalho como vendedora de livros, mas só recebia se vendesse e havia várias meses que ela não vendia nada; contudo, mesmo sem receber ela tinha que ir trabalhar, do contrário o dia dela era descontado da venda que fizesse. O jeito que encontramos para tentar vender algum pão foi: ela ia trabalhar e eu e meu irmão saíamos para oferecer de porta em porta. Cada pão custava 1 real, o que na época era suficiente para comprar farinha de milho para fazer cuscuz e 1 pote pequeno de margarina, então nossa meta era vender ao menos 1 pão por dia. Achamos melhor não comer o pão, pois sabíamos que não teríamos dinheiro para pagar depois, e também não aumentamos o preço, porque já estava difícil vender a 1 real, imagine a mais caro...
 Era um dia de muito sol e não tínhamos conseguido vender nada desde o dia anterior, em que havíamos começado. Resolvemos então dar uma pausa, mas antes, resolvi me dirigir até duas senhoras que estavam sentadas na calçada, para ver se conseguia vender. Das duas senhoras, somente uma me deu atenção, a outra me olhou com repulsa e virou o rosto. A que olhava pra mim disse que não queria pão, eu insisti, ela disse não novamente. Então senti meus olhos lacrimejarem, disse obrigada e virei as costas para ir de encontro ao meu irmão. A senhora então me chamou, me perguntou por que eu estava tentando vender pão caseiro amanhecido, eu contei toda a história para ela. Ela chamou meu irmão, tirou 2 reais da bolsinha que segurava e entregou à ele, dizendo que não ia querer pão porque já havia comprado naquela manhã, nos mandou ir pra casa e disse para nos cuidarmos. Quando chegamos em casa fizemos uma oração, dividimos um pedaço de pão, e esperamos ansiosamente nossa mãe chegar. 

domingo, 28 de julho de 2013

Você quer fazer a diferença na vida de um animal adulto? Adote-

o na próxima Feira de Adoção na UIPA, dedicada aos 1200 

animais adultos que ainda aguardam por uma família. 




sábado, 20 de julho de 2013

De repente o dia ficou cinza e minha alma desmanchou...


sexta-feira, 19 de julho de 2013