segunda-feira, 24 de agosto de 2015


Hotaru no Haka é um dos filmes mais tocantes que já assisti. Um filme que faz refletir sobre injustiça, sobre perda, sobre esperança e também sobre escolhas... Esse tal "direito de escolha" que está presente em quase tudo. E é esse "direito de escolha" que faz crescer dentro de nós a esperança. Li algo interessante sobre esperança em algum lugar, era mais ou menos como: "A esperança é a pior coisa que alguém pode ter." . De certa forma concordo, porque enquanto se tem esperança, você não consegue ter um final. 
Acho que foi o meu direito de escolha que me fez ter esperança em algumas coisas e uma aflição na alma para outras. Tento fingir que não ligo, mas todos sabem, quem tem esperança sempre liga...Mas acho que o pior de tudo é ver que, se eu tivesse escolhido seguir 'L' ao invés de 'R', meu destino seria parecido com o de Setsuko... e isso faz a esperança quase me matar... 


domingo, 9 de agosto de 2015

 Por várias vezes eu relembrei o passado, tentando encontrar uma explicação para tudo que aconteceu. Não encontrei. Talvez, como um daqueles segredos que são levados ao túmulo, ou aquelas verdades que permanecem ocultas, você estava apenas tentando evitar ainda mais dor e mais confusão. Relembro os fatos e vejo que você não foi de tudo mau, porém também não foi bom. Às vezes evito algumas pessoas e acabo, mesmo que contra a minha vontade consciente, ignorando outras porque elas me lembram você. Tive muitas dificuldades por sua causa e algumas delas ainda não consegui superar. Houve medo, tristeza e mágoa e não sei de certo se esses sentimentos foram embora. 
 É estranho como o universo age... eu não queria crescer, sempre foi meu medo desde a infância. Eu não queria nada daquilo, mas em meio à toda a dor, a raiva, a tristeza, a mágoa e a amargura que você pareceu mastigar e engolir, fui obrigada a crescer. Eu, em parte, compreendo o porque de algumas coisas e te perdôo, peço à Deus cuidar de você... porém não te quero por perto. Sinto muito.


quinta-feira, 23 de julho de 2015

E agora?

Bom, faz uns 500 que não venho aqui, no começo foi por falta de tempo, depois por falta de vontade. Ás vezes tenho vontade de deletar esse blog, outras penso em deixa-lo ativo, mas sem mais atualizações, somente um ponto de parada para leituras do passado mesmo...acho que a questão é essa: tenho esse blog a bastante tempo, e nesse tempo eu mudei muito. Mudei a forma como vejo a polítca, mudei a forma como vejo as pessoas, mudei a forma como ajo com muita coisa. Para mim essas mudanças foram ótimas! Já para outros que foram afetados diretamente com minhas mudanças, não. Alguns dizem que eu perdi algo de bom que e tinha, outros dizem que eu fiquei muito forte. Sinceramente eu não ligo nem pra uma opnião nem para outra. Eu não sou mais aquela sonhadora nata e também não sou mais aquela que colocava tudo em primeiro lugar e eu mesma por último. A vida exigiu que eu mudasse e eu aceitei de bom grado. E aí volta a questão do blog: continuo com ele, porém com um novo rumo, ou arquivo? 
Bem, enquanto a minha indecisão trabalha, seguirei por enquanto com o meu blog "comercial" , onde postarei dicas para gateiros, produtos, idéias, achados e por aí vai... Segue o link:  gatarias

Inté... o/



 
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sábado, 16 de maio de 2015

Desculpe

Desculpe, eu não queria ser assim. Sinto muito por não ser da forma que você queria que eu fosse. Desculpe por toda a dor que eu causei. Desculpe ter te decepcionado tanto, mas assim estou agora...talvez sempre fui... o projeto que sempre dá errado, aquele que é sempre pela metade.



quinta-feira, 14 de maio de 2015

“Eu soube que ela foi chamada de covarde por ir embora, uma errante sem propósito, mas nem todo errante é sem propósitos, especialmente aquele que busca a verdade além da tradição, além da definição, além da imagem...”


terça-feira, 12 de maio de 2015

O silêncio que sai do som da chuva espalha-se, num crescendo de monotonia cinzenta, pela rua estreita que fito. Estou dormindo desperto, de pé contra a vidraça, a que me encosto como a tudo. Procuro em mim que sensações são as que tenho perante este cair esfiado de água sombriamente luminosa que [se] destaca das fachadas sujas e, ainda mais, das janelas abertas. E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou.

Toda a amargura retardada da minha vida despe, aos meus olhos sem sensação, o traje de alegria natural de que usa nos acasos prolongados de todos os dias. Verifico que, tantas vezes alegre tantas vezes contente, estou sempre triste. E o que em mim verifica isto está por detrás de mim, como que se debruça sobre o meu encostado à janela, e, por sobre os meus ombros, ou até a minha cabeça, fita, com olhos mais íntimos que os meus, a chuva lenta, um pouco ondulada já, que filigrana de movimento o ar pardo e mau.

Abandonar todos os deveres, ainda os que nos não exigem, repudiar todos os lares, ainda os que não foram nossos, viver do impreciso e do vestígio, entre grandes púrpuras de loucura, e rendas falsas de majestades sonhadas... Ser qualquer coisa que não sinta o pesar de chuva externa, nem a mágoa da vacuidade íntima... Errar sem alma nem pensamento, sensação sem si-mesma, por estrada contornando montanhas, por vales sumidos entre encostas íngremes, longínquo, imerso e fatal... Perder-se entre paisagens como quadros. Não-ser a longe e cores...

Um sopro leve de vento, que por detrás da janela não sinto, rasga em desnivelamentos aéreos a queda retilínea da chuva. Clareia qualquer parte do céu que não vejo. Noto-o porque, por detrás dos vidros meio-limpos da janela fronteira, já vejo vagamente o calendário na parede, lá dentro, que até agora não via.

Esqueço. Não vejo, sem pensar.

Cessa a chuva, e dela fica, um momento, uma poalha de diamantes mínimos, como se, no alto, qualquer coisa como uma grande toalha se sacudisse azulmente aberta dessas migalhinhas. Sente-se que parte do céu está já azul. Vê-se, através da janela fronteira, o calendário mais nitidamente. Tem uma cara de mulher, e o resto é fácil porque o reconheço, e a pasta dentífrica é a mais conhecida de todas.

Mas em que pensava eu antes de me perder a ver? Não sei. Vontade? Esforço? Vida? Com um grande avanço de luz sente-se que o céu é já quase todo azul. Mas não há sossego — ah, nem o haverá nunca! — no fundo do meu coração, poço velho ao fim da quinta vendida, memória de infância fechada a pó no sótão da casa alheia. Não há sossego — e, ai de mim!, nem sequer há desejo de o ter...

Fernando Pessoa



terça-feira, 14 de abril de 2015

“Como se retorna ao curso de uma antiga vida? Como seguir em frente quando no íntimo se começa a entender que não há volta? Há certas coisas que o tempo não pode curar algumas feridas são tão profundas que nos seguem para sempre!”




quinta-feira, 2 de abril de 2015

  Às vezes acho que não valho muita coisa, penso que estou passando direto pela vida, sem deixar rastros... Porém sempre tive em mente que devemos tentar repassar o melhor de nós, encantar, envolver,  para que a vida não seja tão ruim. Como professora, vejo oportunidade para essa 'missão'. 
  Sou professora a quase 10 anos e tive muitos alunos; alguns lembram de mim, muitos sei que não. Acho que a profissão de professor pode ser comparada a de músico, tanto no fato de as duas possuírem o "poder do encanto", como no fato de as duas serem profissões muitas vezes ingratas. Logo, um professor de música como eu, tem um combo de sentimentos todos os dias.
  Semana passada aconteceu algo que entrou para o meu livro de memórias. Eu estava à caminho do trabalho e avistei um ex aluno. Notei que ele estava mexendo as mãos, mas só percebi o que ele fazia quando chegou perto: Ele fingindo que tocava piano! Quando me viu ele correu e me abraçou tão forte que quase fiquei sem ar. Perguntei como estava na escola nova e ele disse que era chato porque não tinha aula de música. Depois de uma conversa breve, me despedi e ele disse: "Tia Lidia, até amanhã!" 
  Eu não estava muito bem naquele dia, mas aquele breve minuto iluminou meu dia...É, acho que eu não sou tão inútil afinal... Espero estar deixando algumas sementes do meio do caminho da minha vida. 
 

  "O silêncio que sai do som da chuva espalha-se, num crescendo de monotonia cinzenta, pela rua estreita que fito. Estou dormindo desperto, de pé contra a vidraça, a que me encosto como a tudo. Procuro em mim que sensações são as que tenho perante este cair esfiado de água sombriamente luminosa que se destaca das fachadas sujas e, ainda mais, das janelas abertas. E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou."



segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

“Quando eu morrer, o fio de prata de um colar de pérolas vai se arrebentar, e todas as pérolas, lisinhas e acetinadas, vão rolar pela terra e correr de volta para a casa delas, para suas mães-ostras lá no fundo do mar. Quem vai mergulhar e apanhar minhas pérolas depois que eu tiver ido embora? Quem vai saber que elas eram minhas? Quem vai adivinhar que antigamente, há muito tempo, o mundo inteiro pendia em torno do meu pescoço?”


segunda-feira, 22 de dezembro de 2014



"Passeio pelas estantes da biblioteca. Os livros me dão as costas. Não para me rejeitar, como as pessoas: são convidativos, querendo apresentar- se a mim. Metros e mais metros de livros que nunca poderei ler. E sei: o que aqui se oferece é a vida, são complementos à minha própria vida que esperam ser postos em uso. Mas os dias passam rápido e deixam para trás as possibilidades. Um único desses livros talvez bastasse para mudar completamente a minha vida. Quem sou eu agora? Quem eu seria então?"


domingo, 16 de novembro de 2014

 Peguei uma cartela de um medicamento qualquer e tomei. Engoli a seco e alguns comprimidos entalaram na minha garganta. As lágrimas não paravam de cair e se misturaram com a saliva... Então cuspi o tanto que pude e voltei pra cama, com muito frio e dor...me cobri até a cabeça e molhei o travesseiro com a chuva dos meus olhos.
  Eu poderia ter feito força para engolir ao invés de cuspir, e tudo estaria acabado. Não pensei em ninguém, apenas no único que deita aos meus pés quando estou deprimida, que me pede colo quando estou triste e que me morde quando estou distraída...pensei no único que me abraça nesses dias nebulosos e que aguarda minha chegada mesmo na chuva, para se enroscar em minhas pernas, lembrando - me de que, independente do que aconteça, e por mais cruel que a vida possa ser, ela tem que continuar...


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quando eu morrer quero virar uma estrela


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Canção sem palavras

 Sentados em bancos próximos no vagão do metrô, estavam uma mulher do semblante triste e um homem com olhar perdido, ambos aparentando estarem muito cansados para a idade que aparentavam ter. O homem tocava nas mãos da mulher e ela simplesmente olhava em seus olhos por alguns segundos, depois fechava os seus. 



quarta-feira, 12 de março de 2014

Às vezes tenho a certeza de que o problema sempre fui eu... sempre faço tudo errado... 




terça-feira, 11 de março de 2014

 Você pode sentir a minha dor? 
 Você consegue enxergar através dos meus olhos?



segunda-feira, 10 de março de 2014

 Até metade da adolescência eu achava que morreria com uma certa idade. Se a minha premissa estava certa, tenho pouco mais de um mês de vida...
 Não quero passar o restante dos meus dias chorando...




domingo, 9 de março de 2014

 Será que algum dia conseguirei transformar todas as minhas lágrimas e tristezas em notas para uma sinfonia?




domingo, 2 de março de 2014

Please, Please, Please, Let Me Get What I Want

Good times for a change
See, the luck I've had
Can make a good man
Turn bad

So please please please
Let me, let me, let me
Let me get what I want
This time

Haven't had a dream in a long time
See, the life I've had
Can make a good man bad

So for once in my life
Let me get what I want
Lord knows, it would be the first time
Lord knows, it would be the first time



Field Of Innocence

Eu ainda lembro do mundo
Pelos olhos de uma criança
Lentamente esses sentimentos
Foram encobertos pelo que eu sei agora



Para onde foi o meu coração?
Uma troca injusta pelo mundo real
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo e não saber nada



Eu ainda lembro do sol
Sempre quente nas minhas costas
De alguma maneira parece mais frio agora



Para onde foi o meu coração?
Preso nos olhos de estranhos
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo


Jesus, Rei admirável
Nobre triunfador
De doçura inefável
querido de todos


Enquanto os anos passam diante de mim
enquanto as guerras se desenrolaram na minha frente
Me vendo nos dias finais da existência
esta parasita dentro de mim, eu o criei
Na parte mais sombria da tempestade repousa um mal
Mas sou eu



Para onde foi o meu coração?
Uma troca injusta pelo mundo real
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo



E para onde foi meu coração?
Preso nos olhos de estranhos
Eu quero voltar a
Acreditar em tudo





sábado, 1 de março de 2014

"Saudade...
Ah sentimento que dói!
Uma palavra tão doce... como pode ser tão pesada?
Dói, forma um nó na garganta!
Tranca o peito, as lágrimas escorrem...
Ah saudade!
Menina má, que teima em ficar!" 


Andréia Hermann




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

 Eu já não sei mais quem sou. Tudo o que eu gostava parece sem vida. As pessoas me perguntam o que foi, insistem para conversar e eu não as culpo, eu as amo...mas eu não quero conversar, não quero tocar, não quero comer, não quero sair de casa! Tudo que eu quero é ficar trancada o dia todo lendo todos os livros possíveis para viajar, transpor-me da minha realidade e assim esquecer que eu existo...


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

 Quem diria que seria eu, que sempre fui o exemplo, procurada para dar conselhos, opiniões e escutar... É difícil encontrar-se quando todos à sua volta estão perdidos! 


terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Você não tem heroína, então usa Algafan
Viciou os seus primos, talvez sua irmã
Mas aqui não tem Village, rua 42
Me diz pra onde é que é que você vai depois
Por que você deixou suas veias fecharem?
Não tem mais lugar pras agulhas entrarem
Você não conversa, não quer mais falar
Só tem as agulhas pra lhe ajudar
Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis?
O seu corpo tem marca de sangue e pus
Você nem sabe se é março ou fevereiro
Trancado o dia inteiro dentro do banheiro
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Cadê os seus planos, cadê as meninas?
Você agora enche a cara e cai pelas esquinas
Eu quero você, mas não vou lhe ajudar
Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar
Cadê a criança? Meu primo e irmão
Se perdeu por aí, com seringas na mão
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?


sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Hoje me disseram que sou muito inteligente.Me perguntei como alguém pode ser tão inteligente e não conseguir vencer uma batalha contra seus próprios sentimentos...


terça-feira, 7 de janeiro de 2014

destrua este diário

Keri Smith é uma ilustradora, professora de Art&Design e autora do livro Destrua este diário, que foi um sucesso na black Friday. A ideia básica do livro é destruir para construir, uma quebra na relação tradicional livro-leitor. O leitor deve cumprir as tarefas pedidas no livro, interpretando da maneira que quiser. Para os criativos de plantão é um prato cheio, e para aqueles que detestam bagunça é um ótimo desafio!
Bom, o meu livro chegou e vou postar os resultados aqui no blog. Não garanto que posto todos os resultados, mas pelos menos os que ficarem bons =)


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A loja com a escada caracol

Uma vez minha mãe nos levou a uma loja de instrumentos musicais e, talvez pelo fato de ser criança, aquela loja pareceu gigante aos meus olhos! 
Lembro que minha mãe tocou nas teclas de um piano que estava próximo à porta de entrada, e eu repeti o gesto dela achando que era uma obrigação, algo que todos que entravam naquele lugar deviam fazer... mas eu queria mesmo era subir a escada caracol ao lado do piano...
Assim que subimos a escada e paramos no andar superior, senti meu rosto esquentar, meus olhos brilharam e fiquei boquiaberta: haviam dezenas de violinos, um ao lado do outro! Eu fiquei maravilhada, achei que nunca tinha visto algo tão bonito! Pensei em pedir pra pegar, mas eu era uma criança muito introvertida e medrosa, achei que se pedisse, o dono da loja iria me expulsar... Então perguntei à minha mãe o nome daquele objeto tão lindo...
Talvez eu fiz certo em guardar meus sonhos em uma gaveta e tentar esquecê-los e talvez eu nunca consiga ser a violinista que um dia prometi que seria, mas tenho certeza que, de uma forma ou de outra, a música sempre irá me acompanhar e irei respirá-la!  Acho que foi naquele exato momento na loja de instrumentos que eu soube o que eu iria fazer até o fim da minha vida!



sexta-feira, 22 de novembro de 2013

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Um motivo para continuar...

Receber um abraço e os agradecimentos sinceros da mãe de uma aluna e ouvi-la dizer que a filha será musicista quando crescer...realmente deixou meus olhos repletos de lágrimas de alegria!!!


Feira cultural na escola: placa da sala em que fiz a oficina de música =)
Alguns dos meus pequenos luthiers...ao todo são 360! 

Instrumentos musicais que meus alunos fizeram

Detalhe dos chocalhos e pau de chuva


Detalhe do berrante e "caixalão"