Não preciso me drogar para ser um gênio, Não preciso ser um gênio para ser humano, Mas preciso do seu sorriso para ser feliz.
quinta-feira, 23 de julho de 2026
quarta-feira, 22 de julho de 2026
Queria poder me deitar assim como fez a raposa daquela linda e tocante história infantil. Quem sabe, acordar na beira de um lago, onde poderia, talvez, encontrar aquela e aqueles que tanto me fazem falta. Quem sabe, teria um encontro com os seres de luz, que tantas pessoas que tiveram eqm dizem ver, e ter uma conversa sobre o porquê das coisas terem sido como foram. Quem sabe, acordaria num vale repleto de seres mágicos que me olhariam sem julgamentos, onde eu poderia, assim como entreguei meu coração ao mar, entregar-me num salto, às asas de milhares de borboletas. Invejo os seres que tem asas e podem simplesmente voar para longe. Queria saber voar. Queria poder saber sobre os mistérios e segredos escondidos que poderiam tornar minha existência um pouco diferente.
terça-feira, 21 de julho de 2026
quarta-feira, 31 de julho de 2024
Carta para o regresso
É tão estranho voltar para um lugar de onde se afastou por tanto tempo, depois de tantas histórias, de tantas mudanças...
A escrita e a música sempre foram lugares de refúgio na minha vida, onde me escondia nos momentos em que me faltava voz. Lembro de deixar escorrer lágrimas nos livros quando era criança e na madeira do violino na adolescência. Agora, passados oito anos de uma cortina de fumaça que ardia os olhos, volto para o meu esconderijo... curada, talvez? Tenho minhas dúvidas de se algum dia conquistarei a minha cura...
Retornar me fez ter a certeza de algumas dúvidas sempre presentes para mim... sinto que, realmente, as letras me são mais familiares do que as entonações. Eu gostaria muito de ter o dom da oratória, mas me parece que fui mais agraciada com o da escrita. E olha, que irônico: logo eu, uma professora...
Espero conseguir seguir por um tempo nesse ciclo...e espero que dure ao menos um terço do tempo em que fiquei distante. Mas, dadas as atuais circunstâncias, não prometo e não garanto que eu volte amanhã...
quinta-feira, 20 de janeiro de 2022
sábado, 19 de março de 2016
quarta-feira, 2 de março de 2016
Desafio literário Livrada 2016
1- Um prêmio Nobel - O jogo das contas de vidro de Herman Hesse (eu li que esse livro ganhou Nobel, então...)
2- Um livro russo - O jogador ou Uma criatura dócil de Dostoiévski ( livro russo não é problema pra mim ^^ )
3- Um cânone da literatura ocidental - Dom Quixote de Miguel de Cervantes
4- Uma novela - A hora da estrela de Clarice Lispector
5- Um livro que você não sabe por que tem - Requiem para o navegador solitário de Luis Cardoso
6- Um autor do seu estado - As meninas ou Meus contos esquecidos de Lygia Fagundes Telles
7- Um livro publicado por uma editora independente - O vento fede de luz de Abreu Paxe
8- Uma ficção histórica - Viagem ao centro da Terra, Vinte mil léguas submarinas ou Cinco semanas em um balão de Júlio Verne ( aquele que der tempo de ler até o fim do ano rsrs)
9- Um livro maluco - O perseguidor de Julio Cortázar (me disseram que é maluco como o Jazz =D )
10- Um livro que todo mundo já leu menos você - O mundo de Sofia de Jostein Gaarder
11- Um autor elogiado por um escritor de quem você gosta - O macaco ornamental de Luis Henrique Pellanda - elogiado por Moacyr Scliar ( S2 )
12- Um livro bobo - Lar doce lar de Christine Tagg ( só porque adoro livros pop up) ou Casa das estrelas de Javier Naranjo ( me disseram que é bobo porque é infantil, mas a beleza com que as crianças interpretam algumas coisas me fez pensar que esse livro deve valer a pena...)
13- Um romance de formação - O apanhador no campo de centeio de J.D. Salinger
14- Um livro esgotado - Alucinações musicais de Oliver Sacks (não acho em canto nenhum pra comprar... )
15- As aventuras do bom soldado Svejk - Vou ler Formas de voltar para casa de Alejandro Zambra, não porque me considero café com leite, mas porque realmente estou sem tempo pra ler um livro de 688 páginas!
Aqui, o vídeo do canal Livrada, onde quem quiser pode ver o que é desafio:
https://www.youtube.com/watch?v=hen_pESdEf4
domingo, 20 de setembro de 2015
Anneliese Michel
quarta-feira, 16 de setembro de 2015
Diz uma lenda que quando uma mariposa branca adentra sua residência, traz consigo sorte ao morador...será que aquela mariposa me emprestará as suas asas?
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
Hotaru no Haka é um dos filmes mais tocantes que já assisti. Um filme que faz refletir sobre injustiça, sobre perda, sobre esperança e também sobre escolhas... Esse tal "direito de escolha" que está presente em quase tudo. E é esse "direito de escolha" que faz crescer dentro de nós a esperança. Li algo interessante sobre esperança em algum lugar, era mais ou menos como: "A esperança é a pior coisa que alguém pode ter." . De certa forma concordo, porque enquanto se tem esperança, você não consegue ter um final.
Acho que foi o meu direito de escolha que me fez ter esperança em algumas coisas e uma aflição na alma para outras. Tento fingir que não ligo, mas todos sabem, quem tem esperança sempre liga...Mas acho que o pior de tudo é ver que, se eu tivesse escolhido seguir 'L' ao invés de 'R', meu destino seria parecido com o de Setsuko... e isso faz a esperança quase me matar...
domingo, 9 de agosto de 2015
É estranho como o universo age... eu não queria crescer, sempre foi meu medo desde a infância. Eu não queria nada daquilo, mas em meio à toda a dor, a raiva, a tristeza, a mágoa e a amargura que você pareceu mastigar e engolir, fui obrigada a crescer. Eu, em parte, compreendo o porque de algumas coisas e te perdôo, peço à Deus cuidar de você... porém não te quero por perto. Sinto muito.
quinta-feira, 23 de julho de 2015
E agora?
Bem, enquanto a minha indecisão trabalha, seguirei por enquanto com o meu blog "comercial" , onde postarei dicas para gateiros, produtos, idéias, achados e por aí vai... Segue o link: gatarias
Inté... o/
https://www.meliuz.com.br/i/ref_lilliumtavares
sábado, 16 de maio de 2015
Desculpe
quinta-feira, 14 de maio de 2015
terça-feira, 12 de maio de 2015
Toda a amargura retardada da minha vida despe, aos meus olhos sem sensação, o traje de alegria natural de que usa nos acasos prolongados de todos os dias. Verifico que, tantas vezes alegre tantas vezes contente, estou sempre triste. E o que em mim verifica isto está por detrás de mim, como que se debruça sobre o meu encostado à janela, e, por sobre os meus ombros, ou até a minha cabeça, fita, com olhos mais íntimos que os meus, a chuva lenta, um pouco ondulada já, que filigrana de movimento o ar pardo e mau.
Abandonar todos os deveres, ainda os que nos não exigem, repudiar todos os lares, ainda os que não foram nossos, viver do impreciso e do vestígio, entre grandes púrpuras de loucura, e rendas falsas de majestades sonhadas... Ser qualquer coisa que não sinta o pesar de chuva externa, nem a mágoa da vacuidade íntima... Errar sem alma nem pensamento, sensação sem si-mesma, por estrada contornando montanhas, por vales sumidos entre encostas íngremes, longínquo, imerso e fatal... Perder-se entre paisagens como quadros. Não-ser a longe e cores...
Um sopro leve de vento, que por detrás da janela não sinto, rasga em desnivelamentos aéreos a queda retilínea da chuva. Clareia qualquer parte do céu que não vejo. Noto-o porque, por detrás dos vidros meio-limpos da janela fronteira, já vejo vagamente o calendário na parede, lá dentro, que até agora não via.
Esqueço. Não vejo, sem pensar.
Cessa a chuva, e dela fica, um momento, uma poalha de diamantes mínimos, como se, no alto, qualquer coisa como uma grande toalha se sacudisse azulmente aberta dessas migalhinhas. Sente-se que parte do céu está já azul. Vê-se, através da janela fronteira, o calendário mais nitidamente. Tem uma cara de mulher, e o resto é fácil porque o reconheço, e a pasta dentífrica é a mais conhecida de todas.
Mas em que pensava eu antes de me perder a ver? Não sei. Vontade? Esforço? Vida? Com um grande avanço de luz sente-se que o céu é já quase todo azul. Mas não há sossego — ah, nem o haverá nunca! — no fundo do meu coração, poço velho ao fim da quinta vendida, memória de infância fechada a pó no sótão da casa alheia. Não há sossego — e, ai de mim!, nem sequer há desejo de o ter...














